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O que esperar dos candidatos?

Luiz Carlos Bresser-Pereira
Nota no facebook, 9.8.2018

O quadro das eleições presidenciais de outubro próximo está praticamente definido. O judiciário deverá ainda decidir se Lula poderá ser candidato, mas no caso de ele ser vetado, não obstante seu imenso apoio na sociedade brasileira, já sabemos que o candidato do PT será Fernando Haddad. Temos assim cinco candidatos relevantes: na centro-esquerda, Lula e Ciro Gomes, na direita, Jair Bolsonaro, na centro-direita neoliberal, Geraldo Alkmin, e sem classificação possível, Marina Silva.
O perigo grave que a eleição presidencial apresenta é o da eleição de Bolsonaro, porque ela ameaçará a democracia. Os demais candidatos são moderados. Geraldo Alkmin e Marina Silva representarão a continuidade do regime de política econômica liberal vigente no Brasil desde 1990 (com um breve intervalo em 2011-12). Podemos, portanto, estar seguros de que o país continuará na senda do liberalismo econômico, do populismo cambial (deficits em conta-corrente), da desindustrialização e da semiestagnação econômica que caracterizam a economia brasileira desde aquele ano; continuará em um caminho de juros altos e câmbio apreciado que apenas interessa aos rentistas, aos financistas, e aos interesses estrangeiros.
Representarão Ciro Gomes ou Fernando Haddad uma mudança de regime de política econômica? Praticarão eles o populismo cambial, que marcou todos os governos brasileiros nos últimos quarenta anos? Adotarão eles o populismo fiscal que caracterizou o primeiro governo Cardoso e o governo Dilma? Ou adotarão uma política macroeconômica baseada na teoria novo-desenvolvimentista que demanda responsabilidade fiscal e responsabilidade cambial? Em outras palavras, só admitirão deficits fiscais quando for preciso enfrentar uma recessão? E não admitirão deficit em conta-corrente em qualquer circunstância?
Eu conheço bem os dois políticos, e seus programas fazem essa opção que é condição para que o país supere a semiestagnação que já dura 38 anos. Logo, se um ou o outro for eleito, podemos esperar que buscarão superar a crise fiscal vigente e zerar a conta-corrente do país. Mas não posso garantir que sejam bem-sucedidos, porque é difícil manter o Estado financeiramente sólido, e mais difícil ainda manter o país como um todo sólido financeiramente. Diferentemente do populismo fiscal, sobre o qual há hoje um relativo consenso quanto ao seu caráter nocivo, o populismo cambial é algo desconhecido ou ignorado pelos economistas e políticos brasileiros, independentemente de serem liberais ou desenvolvimentistas “românticos”. Todos ainda acreditam na fábula do “crescimento com poupança externa” – uma crença que é muito cômoda para todos, mas não serve aos países que realmente se desenvolvem e reduzem sua distância em relação aos países ricos.

  

 

 

 

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